Uma noite vi uma mensagens sua não lida.
Resolvi não ler. Sabia que era tão longe, tão distante que resolvi passar. Afinal já tinha tanto tempo... tava longe demais.
Passaram-se dias, semanas e aquela mensagem não lida em negrito ficava ali, parada. Como uma mancha na parede, algo pra não se ver. Mas que está ali. Com o tempo me acostumei com ela daquele jeito. Até nos falamos. Esqueci até.
Aí, outro dia, não sei porque resolvi abrir a mensagem... só pra ver. Já estava por cima daquilo, com certeza... não estava. Doeu menos, mas doeu.
Vi você falar de uma outra estória que era única, que nunca tinha vivido. É claro que não. Não se lembra mais. Não se lembra mais da nossa que também era única, simplesmente porque não é mais.
Nosso amor é algo localizado no Triângulo das Bermudas. A cada dia grita alguma coisa, mas com a voz mais distante, mais fraca. E longe assim eu vou ficando, assim como essa bobagem que estou escrevendo.
Terça-feira, 16 de Junho de 2009
Domingo, 14 de Junho de 2009
Festa da Firma
22:00
"Aonde se ganha o pão não se come a carne"
24:20
"Aonde o pão come a carne, não se ganha."
1:00
"Não se come o pão... e ganha a carne."
3:10
"A carne e o pão não ganham... mas se comem."
4:25
"Lá vem o pão."
5:15
"Comi a carne... "
"Aonde se ganha o pão não se come a carne"
24:20
"Aonde o pão come a carne, não se ganha."
1:00
"Não se come o pão... e ganha a carne."
3:10
"A carne e o pão não ganham... mas se comem."
4:25
"Lá vem o pão."
5:15
"Comi a carne... "
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009
Que Rio que nada....

Este foi um comment nada sucinto para um blog de um amigo meu...
"Antes de mais nada, parabéns pelo texto como sempre muito bem escrito.
Concordo em parte com a percepção de que muito da decadência carioca (que existe sim, e eu sou carioca antes que alguém diga alguma coisa), tem haver com essa idéia ou forsação de barra de que é preciso exaltar os "valores" cariocas. O que é uma grande besteira evidente. Esses valores não são criados, aparecem no cotidiano, aqui e alí.
Isso, como carioca me incomoda muito.
De qualquer forma preciso defender algumas coisas.
Não acho que relembrar coisas do passado da cidade seja ficar parado no passado. Muito do que se faz hoje na moda e em outras áreas culturais do nosso país tem haver com esse passado. Que não é feio, nem chato.
Mas acho que não perceber ou admitir determinados fenômenos culturais é um problema. Não um problema carioca, mas um problema do Brasil.
Acho ruim por exemplo quando determinados setores da sociedade não gostam de ter um ex-torneiro mecânico como presidente (estou defendendo a figura, não o político).
Ainda bem que no Rio e São Paulo há uma grande quantidade de pessoas visão estilística. Talvez agora mais em São Paulo por ser uma cidade cosmopolita e o grande centro econômico do país (sem aspas por que é isso mesmo).
Mas gente, vamos esquecer essa conversa porque o que importa mesmo não é se você é carioca ou paulista. O importante é ser brasileiro, não é mesmo?"
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Domingo, 24 de Maio de 2009
Charging...

Um dia num futuro distante direi para alguém mais novo que vivi na era do sonho.
Na era em que todos acreditaram na transformação, revolução...
Mudaram e revolucionaram de fato mas não como se queria.
Foi uma era em procuramos igualdade, conforto, imortalidade. A era da comunicação, do encurtamento.
A era em que passamos de Deus para peças em um tabuleiro de um jogo qualquer. A era em que Deus deixou de ser Deus.
Descobrimos a cura, mas encontramos a morte. Fizemos jogos de palavras para achar um significado. Mas acabamos descobrindo que era só isso, um jogo.
No mais, nada mais importa. Mas isso já foi disso e essa foi a era do que já foi dito e passou.
E que afinal passou mais rápida do que esse fim de texto.
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Quarta-feira, 20 de Maio de 2009
Comentários no vento...
Outro dia navegando na net encontrei um blog de uma menina que está saindo da casa dos pais. Meu comment foi o seguinte...
"A vida lá fora é como terra estrangeira. Com pé direito
baixo, paredes riscadas e sempre nos tratando como tolos.
Como se não soubéssemos sua verdadeira intenção. Mas
depois que você passa isso, fica fácil."
Tudo bem, dei uma chupadinha do "Pátria Minha" do Vinícius (de Morais)... mas era só pra ajudar a donzela, certo?
Aliás o post dela é muito bom.
"A vida lá fora é como terra estrangeira. Com pé direito
baixo, paredes riscadas e sempre nos tratando como tolos.
Como se não soubéssemos sua verdadeira intenção. Mas
depois que você passa isso, fica fácil."
Tudo bem, dei uma chupadinha do "Pátria Minha" do Vinícius (de Morais)... mas era só pra ajudar a donzela, certo?
Aliás o post dela é muito bom.
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Domingo, 1 de Março de 2009
Brasilis...
...não por méritos ou qualidades. Não o adotei, nem escolhi.
Esse país é a fonte imaginária de tudo que conheço e vejo no mundo. É a origem do olhar.
Latino, emocionado, alegre, às vezes triste, às vezes perverso.
Às vezes bom, e quase sempre mau.
É como minha mãe dizendo na porta... "Vai com Deus meu filho."
É aonde eu nasci e aonde vou morrer.
Vou deixá-lo certamente. Mas voltarei sempre... e mais uma vez.
Esse país é a fonte imaginária de tudo que conheço e vejo no mundo. É a origem do olhar.
Latino, emocionado, alegre, às vezes triste, às vezes perverso.
Às vezes bom, e quase sempre mau.
É como minha mãe dizendo na porta... "Vai com Deus meu filho."
É aonde eu nasci e aonde vou morrer.
Vou deixá-lo certamente. Mas voltarei sempre... e mais uma vez.
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Sábado, 14 de Fevereiro de 2009
Longe demais...
É curioso como coisas que me eram muito essenciais, não me impressionem mais. Não da mesma maneira.
É claro que de e longe é fácil falar.
Como dizia a raposa... "o essencial é invisível aos olhos."
É claro que de e longe é fácil falar.
Como dizia a raposa... "o essencial é invisível aos olhos."
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